domingo, 15 de julho de 2012

Pinto


Pinto naquela tela                                                                    
Um traço
Um pedaço de mancha
Um fio que se estende
Sobre aquela textura branca
As cores sobrepostas
Formam seres
 A visão onírica
Sem querer
Embrenha-se na realidade
Das coisas
Do absurdo surdo
Mouco de sentido
Procuro
Entre restos de cor e linhas baralhadas
A essência
A base
O conteúdo
Entre lágrimas de chuva
Sorrisos de sol
Terras secas
Terras molhadas
Tocando na lua
Tocando no chão
Emerge na tela
Perde-se no tempo
Nas palavras
Na tela não

Sílvia Mota Lopes

2 comentários:

  1. Tus palabras cubren trazos de colores el papel blanco.

    Un abrazo.
    Mercedes.

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  2. Obrigada Mercedes
    um beijinho grande para ti:)

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