sábado, 22 de dezembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
a voz do anjo
As Palavras de um anjo
Não as ouvi
Nem tu
O ruido intenso
Não deixa ouvir
Não ouvem
Nem sentem
Parecem máquinas andantes
Sem qualquer valor
Nem tão pouco se sentem
Homens
Ausentes
de amor
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Tu sabes...
Nesta pequena coisa
Mais coisa é dita
Dita é coisa sobre coisa
Coisa que não leva
A coisa alguma
E passamos a vida a dizer coisas
Coisas essas
Que
Nunca deviam ser ditas
Aquelas coisas….
Que coisam
E quando as dizemos
Tornam-se mal ditas
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
E Tu? escrito de fresco:)
Pinto o verão
na parede do meu quarto
o sol já está aqui à
espreita
sorri delira ri
pisca o olho
parece gente
os seus longos braços luminosos
abraçam tudo de uma vez
desejam desvendar um
segredo
que a Lua
deixou ao anoitecer
no recanto do quarto
há um beijo perdido
uma
lágrima que seca
desenhando a sua
forma no chão
escuto aquela
melodia
que
só o silêncio traz
Solto um verso uma poesia
que um
poeta deixou para trás
e tu ?
encontras pedaços de sombra
fazes a luz acontecer
nesta vida que é incerta
sábado, 10 de novembro de 2012
:)
Olha o vento
Que por aqui
passou
Trouxe um
segredo
Nunca o
desvendou
Trouxe as
folhas do outono
Dançando ao
seu compasso
Trouxe uma
mensagem de amor
Perdida num
terraço
Trouxe uma
lembrança
Um recado na
trança
Trouxe um
pedaço de sonho
No sorriso
duma criança
Anda...
Anda a passo de caracol
O pensamento
Comove
Salta como um sapo para a palavra
Como move
Mergulha num lago de cor viva
Cora
tal e qual o coração
Há quem o diga
Há quem o sinta
Há quem o siga
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Sonho de uma noite para um dia
Enquanto amanhece
Ainda dorme o sonho
No caos do tormento dos sentidos
Acorda
Bocejando ainda em circuitos fechados
Na veracidade do dia
Despe a emoção que a razão lhe dita
Mergulha na realidade distorcida
Da alucinação desmedida
De uma vida
esquecida
Sílvia Mota Lopes
domingo, 28 de outubro de 2012
In acabado
Findou o livro poético
Mas…
a poesia não
Apenas descansam as
palavras
Adormecidas cá dentro
Deixo-as sonhar…entretanto
no pensamento
amaduram
E quando despertarem
Vão voar
Voar
Do mesmo jeito que o
vento
Na brisa do entardecer
tocando de leve a
quem passa
e batendo forte
a quem não
quer ver
domingo, 21 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
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